Nutrição Especializada

O mau hálito é uma entidade clinica que se manifesta como um sinal e /ou sintoma decorrente de alterações fisiológicas, adaptativas e/ou patológicas. Destacando-se as causas fisiológicas e adaptativas temos como vilões mais frequentes são: jejum prolongado, dieta hipocalórica, queima excessiva de gordura corpórea durante a realização de exercícios físicos vigorosos e, principalmente, a ingestão excessiva de alimentos de odor carregado, que causam a eliminação de compostos odoríferos (odorivetores), responsáveis pelo mau hálito.

Os alimentos hoje figuram como alguns dos principais fatores desencadeadores do processo de halitose de grau fisiológico. Há alimentos que causam mau hálito diretamente, apesar de não ser o mais comum. Entretanto, muitos deles causam indiretamente ou contribuem para a ocorrência dessas alterações. Sabendo disso, tivemos a ideia de integrar no Centro de Tratamento do Hálito, um atendimento especializado e diferenciado realizado por nossa nutricionista, somando dicas nutricionais e com foco também em halitose, constituindo-se em um trabalho pioneiro no Ceará nessa área.

Para uma nutrição adequada é fundamental a realização de uma dieta equilibrada para que seu corpo possa assimilar os nutrientes necessários para uma boa saúde. Se essa dieta contiver poucos nutrientes essenciais ao corpo, sua boca estará mais vulnerável a infecções. Uma alimentação incorreta pode ainda aumentar o risco de desenvolver quadros de gengivite e cáries. Os alimentos que têm elevado teor de carboidratos, açúcares e amidos contribuem muito para a produção dos ácidos que formam a placa bacteriana que ataca o esmalte dos dentes. Com o passar do tempo, esses ácidos destroem o esmalte, formando a cárie.

Visando sanar esses fatores, é realizada uma consulta nutricional personalizada e individualizada, onde é realizado um criterioso levantamento de antecedentes clínicos, pessoais e familiares, alergias, intolerâncias e preferências alimentares, além da avaliação nutricional com exames físicos, utilizando equipamentos modernos e adequados para cada situação, avaliando os seguintes parâmetros: peso, altura, IMC, circunferência da cintura, circunferência do quadril, relação cintura/quadril e percentual de gordura. Após essa avaliação direcionada podemos entender as necessidades fisiológicas de acordo com a idade, estilo de vida e atividade física. Com esses dados é calculado o gasto energético basal e o total, fundamentais para evitar erros frequentes como o jejum prolongado e as dietas hipocalóricas.

Além da preocupação com a nutrição individualizada em si, temos um foco diferenciado em relação ao uso e o cuidado com a indicação de alimentos que favorecem o mau hálito, sendo assim, um importante auxílio para o tratamento desse problema. Dicas importantes são dadas ao paciente, sempre por escrito, para que os aspectos alimentares que influenciam o hálito possam ser melhor observados, como por exemplo: o cuidado com o uso excessivo de alimentos com enxofre na composição, o consumo acentuado de proteínas (especialmente leites e derivados e carnes vermelhas), o uso frequente de  substâncias que contribuem para o ressecamento bucal, o alto consumo de gorduras e frituras em geral, dentre outros fatores.

Destacamos ainda a relação importante que a carência ou o excesso de algumas substâncias (ex: zinco, vitamina D, complexo B…) podem gerar em relação a alterações do hálito ou à percepção de halitose. É que muitas vezes esse excesso ou carência geram distorções no paladar, erroneamente relatados pelo paciente como “mau hálito”. O uso de massas de aminoácidos como suplementos nutricionais, tão explorados atualmente não só por atletas, mas também por pessoas sem a devida orientação, geram outro grande problema que também pode, e muito, contribuir para o processo de halitose. Muitos deles contêm enxofre ou outros aminoácidos de odor carregado em sua composição e, por isso, tem importante relação com o hálito. Toda uma orientação sobre o cuidado no uso dessas substâncias e a preferência por aquelas que não gerem esse risco são outro grande diferencial desse tratamento que aborda nutrição com foco em halitose.

Além do trabalho realizado para os pacientes do Centro de Tratamento do Hálito, oferecemos outros serviços (não-inclusos no tratamento convencional), com destaque especial a um tratamento inovador conhecido como “Personal Diet”. Nesse serviço são realizadas visitas domiciliares, com atendimento e avaliação nutricional personalizados, individual e/ou familiar, além do planejamento do cardápio, a elaboração da lista de compras e oferecendo opções de receitas diversas (diet e light). Para completar essa atividade, há também uma detalhada orientação à empregada doméstica ou funcionária responsável pela manipulação dos alimentos, sobre armazenamento, acondicionamento e higienização alimentar. Com esses procedimentos, conseguimos personalizar e cuidar de forma global da dieta do paciente, atingindo um resultado ainda mais eficiente no tratamento nutricional.

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