Fim do Mau Hálito – Diário do Nordeste

Dra. Daiane Rocha mostra como é feito o exame que mede o grau de halitose. Ele será realizado amanhã, durante a programação do Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito
Amanhã, Dia Nacional de Combate a Halitose, Fortaleza recebe campanha preventiva

Nmomento em que algo no organismo não vai bem, um dos possíveis sintomas é a halitose ou mau hálito. Surgindo de mansinho e certeiro, o problema gera uma série de incômodos e constrangimentos. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), Daiane Rocha, cerca de 32% da população brasileira é portadora desse mal, cujas causas são mais de 50. As mais comuns resultam de doença periodontal, saburra lingual e diabetes, além de infecções no ouvido e na garganta.

O consumo excessivo de alimentos ricos em enxofre, condimentados ou gordurosos e a má higienização podem desencadear a halitose. Em geral, em uma boca sem a devida higienização pode haver até 700 diferentes bactérias, que se entrarem na corrente sangüínea, são capazes de provocar problemas cardíacos, independente do indivíduo ser considerado saudável.

Campanha

Embora não seja considerada uma doença, a halitose é um problema sério de saúde, do qual as pessoas tem pouco conhecimento. Visando esclarecer e orientar a população, a ABPO realiza amanhã, dia 22, o Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito. Em Fortaleza, a campanha contará com uma série de atividades, como mini-palestras, distribuição de folhetos informativos, o agendamento de palestras gratuitas para 2009, além de ser efetuado o cadastro de até 100 pessoas para realizarem uma medição gratuita do hálito.

De acordo com Daiane Rocha, o objetivo da data é informar tanto a população como os profissionais da área. ´Mais informação levaria a atendimentos mais rápidos, pois as pessoas ainda não sabem a que profissional recorrer. Além disso, há profissionais sem a devida qualificação tratando o problema de qualquer jeito. Muitas vezes até potencilizando o problema, efetuando, por exemplo, a remoção das amídalas sem uma real necessidade ou fazendo endoscopias sem motivos que justifiquem tais procedimentos´.

Prevenção

Quanto aos métodos preventivos, a presidente da ABPO destaca só ser possível evitar o mau hálito de caráter fisiológico, uma vez que os patológicos são causados por doenças. Logo, a halitose só poderá ser vencida se a enfermidade que está na raiz do problema for curada. No entanto, há algumas recomendações que podem ser aplicadas no cotidiano para evitar ou amenizar os efeitos da halitose. Beber muita água é uma delas (e também a mais fácil de ser adotada).

Da relação também constam: optar por alimentos fibrosos e duros; ter o cuidado de limpar a língua quando consumir alimentos ricos em proteínas (leite, derivados e carne vermelha); evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas e fumo; evitar soluções para bochecho que contenham álcool em sua composição.

Outras causas

Muitas vezes, após tratar uma causa (ou causas) é comum surgirem outras. ´Não é que o mesmo mau hálito volte, isso não existe, mas o paciente pode apresentar novamente fatores que podem resultar em outro processo de halitose. Todavia, após um tratamento bem feito, o paciente aprende várias formas para controlar/evitar a parte fisiológica do problema (a mais comum)´, explica Daiane Rocha.

Nos últimos anos, ocorreram vários avanços tecnológicos na área, motivados pelo surgimento de novos métodos de diagnósticos, técnicas de tratamento e o desenvolvimento de aparelhos para implementar as pesquisas sobre o tema, como é o caso do Oral Chroma. ´Ainda há muito para avançarmos, a começar por conseguir transformar halitose em numa especialidade odontológica para que seja incluída na grade curricular dos cursos de graduação e, com isso, seu conhecimento, diagnóstico e tratamento serem mais difundidos´, conclui Daiane Rocha.


fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=573040

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